Inbound marketing para negócios católicos

Amplie o alcance do seu negócio e da sua Evangelização no continente digital

O seu Negócio e a sua Missão
 

ÚLTIMA REVISÃO: JUL 2022

APROX. 14MIN DE LEITURA

INTRODUÇÃO

Para início de conversa 


Quando falamos em negócios católicos, entendemos que existem milhares de formas de servir ao Reino de Deus. Basicamente muitas empresas podem ser focadas em ajudar no desenvolvimento da fé, no suporte à família, no proclamar da Palavra e no suporte à Igreja.

Desde criar uma editora para publicar livros católicos, uma loja de artigos religiosos, uma empresa de turismo católico ou mesmo uma rádio que expresse a fé. Todos os negócios têm esse viés de ser um facilitador da fé cristã.

A questão é que ao contrário do que pode ser dito, ter um negócio católico não é apenas uma fonte de faturamento, mas sim se permitir ser um instrumento de Deus na vida de outros, muitos dos quais talvez não te conhecerão pessoalmente, mas que com certeza serão impactadas pelo seu trabalho. Isso não é maravilhoso?

E quando olhamos para o mercado secular como um todo, existem empresas que são sim focadas num tipo de público específico. Para esses modelos de negócio damos o nome de empresas de nicho.

Mas o que vem a ser um negócio de nicho? Vamos entender a seguir.

O que é um nicho?

O dicionário é bem claro numa das definições sobre o que é nicho:

Parte restrita de um conjunto mais alargado, com características específicas comuns (ex.: nicho de militantes com ambições regionalistas; o festival comprova a importância deste nicho da música erudita)


E quando buscamos a definição de nicho de mercado, encontrarmos isso aqui:

Parcela de mercado composta por um público com necessidades específicas que, geralmente, ainda são pouco exploradas ou inexistentes comercialmente (ex.: produtos e serviços para determinados nichos de mercado)

 

Ou seja, um nicho nada mais do que algo específico de um todo. Quer alguns exemplos? Temos a moda, certo? Mas a partir dela existem vários nichos:

 

  • Moda feminina
  • Moda masculina
  • Moda infantil


Porém esse ainda são termos abrangentes, podendo ser ainda mais específicos:

 

  • Moda esportiva
  • Moda casual
  • Moda urbana
  • Moda retrô 
  • Moda trend
  • Moda fashion 
  • E por aí vai 


E se a gente quiser, essa moda pode ser ainda mais específica. Vamos pegar só o nicho moda esportiva:

 

  • Moda para prática esportiva
  • Moda de futebol 
  • Moda para treinos pesados 
  • Moda para atletas de alto rendimento
  • Moda para corrida 


Entendeu o ponto? O que nós queremos dizer com isso é que existem públicos específicos com necessidades específicas. E aí se encaixa o nicho católico. Por mais que os católicos sejam maioria na nação, quando falamos em itens específicos para a fé católica, acaba se tornando um nicho.

Agora que você entende um pouco mais sobre o que é nicho de acordo com uma visão mercadológica, que tal saber mais sobre o que é marketing de fato?

O que é marketing?

Você já deve ter ouvido aquela expressão que diz “a comunicação é alma do negócio”, certo? Bom, isso representa muito o poder do marketing e como ele é importante para determinar o sucesso de um empreendimento, independentemente do seu nicho de atuação.

Mas, explicando um pouco mais o que é marketing de maneira técnica, é o conjunto de ações de comunicação que tem como foco atrair, converter e consolidar o público-alvo. Claro, hoje em dia esse termo se tornou mais abrangente e basicamente toda e qualquer ação de comunicação acaba se entendendo como marketing.

Um bom exemplo é o marketing interno – ou endomarketing – que é focado no público interno de uma corporação. Nesse caso, não há a necessidade da atração e conversão, mas sim do engajamento.

O marketing é também a construção de uma marca, do seu posicionamento, dos seus valores, das crenças e tudo aquilo que faz dela ser conhecida e reconhecida por todos os envolvidos.

Ainda mais quando falamos do ambiente digital, onde inúmeras empresas e marcas estão presentes, é necessário ser reconhecido pelo seu público. E no caso de uma empresa do nicho católico, a presença digital se faz ainda mais interessante no dia a dia do fiel.

O trabalho de nicho acaba sendo um pouco diferente, já que suas mensagens não são abrangentes como de outros ramos de atuação. Você, em teoria, tem maior conhecimento do seu público, porém também precisa saber mais e se tornar ainda mais referência para converter mais pessoas em clientes.

Nesse sentido é que o marketing digital ganhou força, pois não é preciso investimentos pesados, já que você já conhece seu público, já tem na mente quem deseja alcançar e qual é a mensagem para alcançar.

Vamos falar mais sobre isso? 

Inovação e tradição: marketing digital para o nicho católico


O marketing digital se encaixa bem nos tempos atuais, pois ele tem algo que a mídia tradicional não tem, é o conceito que comumente é falado em empresas: SMART. Já ouviu falar desse conceito?

Ele diz que tudo que uma empresa faz deve ser SMART, que significa:

 

  • Specific (específico) 
  • Measurable (mensurável)
  • Achievable (alcançável) 
  • Realistic (realista) 
  • Time based (temporal) 


E o marketing digital é exatamente assim. Você pode ter um objetivo específico – vender bíblias católicas para adolescentes e jovens -, é mensurável – quer vender 100 bíblias em 3 meses -, alcançável – vai ser preciso se comunicar com 2000 jovens para chegar ao resultado -, realista – vai usar dados de outras campanhas para ajustar metas conforme for preciso – e temporal – campanha tem começo, meio e fim.

Alguns desses elementos é possível encontrar na comunicação tradicional, mas o digital permite uma precisão maior e um acompanhamento em tempo real.

Essa novidade acaba deixando muitos religiosos desconfiados, já que estamos falando de um canal novo e que pode parecer que não respeitará os valores cristãos. Mas te digo a verdade, trabalhar com marketing digital pode ser um grande aliado do Reino.

Se você, por exemplo, trabalhar vendendo artigos religiosos em uma loja em São Paulo, quando poderia alcançar uma pessoa de Boa Vista, em Roraima? Difícil né? Mas com uma loja virtual e usando o marketing digital, é perfeitamente possível.

Mas como fazer isso? Vamos te apresentar a estratégia de inbound marketing.

Diferença entre inbound marketing e outbound marketing

Agora que você está familiarizado com o termo nicho, com o marketing e com o marketing digital, é hora de nos aprofundarmos mais um pouquinho e exemplificarmos a diferença entre inbound marketing e outbound marketing. Em poucas palavras, o inbound atrai através do conteúdo ou algo de valor para o possível cliente, já o outbound vai atrás deste potencial através de diversas comunicações. Trazemos exemplos abaixo:

Outbound Marketing

 

  • Geralmente necessitam de maiores investimentos – Custo de Aquisição de Clientes (CAC) elevado;
  • Menos direcionado do que o marketing de entrada;
  • Maior desafio em alcançar as personas e fazê-las responder aos estímulos;
  • O público pode ser menos receptivo a mensagens de saída devido à saturação excessiva.

 

Inbound Marketing 

 

  • Atrai leitores interessados ​na sua instituição
  • Oferta de conteúdos relevantes para o seu público 
  • Resolve as “dores” das personas que sua instituição oferece 
  • Conforme o conteúdo útil é consumido, os membros do público se tornam leads
  • A conquista ocorre por geração de interesse
  • Onde você o vê: sites, blogs, e-books e mídias sociais.


E o mais importante. Através do inbound marketing você trabalha um conteúdo de valor e esse conteúdo de valor eventualmente trará leads, esses leads serão nutridos até estarem prontos para conversão (compra) e após a compra você poderá continuar o trabalho de relacionamento.

A isso damos o nome de funil de marketing. Vamos falar dele e de todas as etapas que o envolvem até a conversão final.

Funil de marketing e suas etapas

Para ficar um pouco mais claro e também dentro da nossa realidade católica, vamos chamar de funil de evangelização. Afinal de contas, mesmo sendo uma empresa, atuar no nicho católico é um exercício de serviço ao Reino, lembra?

E por que um funil?

Você consegue ter a imagem de um funil em sua mente, certo? Ele começa com uma boca (topo) bem larga até chegar ao outro extremo (fundo) que é bem mais estreito, certo?

É exatamente assim que funciona o funil de evangelização. Muitos estarão nesse topo e alguns chegarão ao fundo. Claro, o objetivo é sempre aumentar o número de pessoas que cheguem ao final, mas infelizmente não será possível.

Por isso, quanto mais pessoas entrarem no topo, mais pessoas chegarão ao final se for desenvolvido um bom trabalho em toda jornada.

Para chegar em melhores resultados, precisa ser feito um trabalho cuidadoso em cada etapa. Aqui colocamos as 5 principais: atração, conversão, relação/nutrição, qualificação/venda e satisfação.

Então vamos falar destas 5 etapas do inbound marketing dentro do funil de evangelização. 

#1 – Atração

Aqui o passo inicial é entender duas coisas: qual é o seu modelo de negócio (para quem você vai vender) e quem é o seu público. Modelos de negócios são muito variados. Você pode vender para empresas, o que chamamos de B2B (Business to Business) ou vender para o consumidor final B2C (Business to Consumer) ou ainda ser um fabricante de algum produto e pular o revendedor, sendo a ponta para o consumidor final D2C (Direct to Consumer). Enfim, existem N formas e você precisa definir a sua.

A partir de um plano de negócio estruturado, vem a segunda parte, o público. Aqui sugerimos a criação de personas, que nada mais é do que a representação pessoal do seu público, de quem compra com você. Qual é o perfil mais comum? Podem ser de 3 até 5 personas.

Com isso definido, chegou o momento de estruturar conteúdos dos quais você é referência, que atenda uma dor da sua persona, que gere valor para ela e que tenha ligação com o seu produto ou segmento.

Esses materiais são de entrada. Ou seja, não é uma propaganda do seu negócio, mas sim um material que responda dúvidas e que ajude pessoas. Esse material vai ser a porta de entrada e existem diversos canais e formatos dos quais você pode trabalhar como entrada:

 

  • Blog
  • Infográficos 
  • Vídeos no YouTube
  • E-books 
  • Planilhas 
  • Cursos 
  • Lives 
  • Redes Sociais 

 

#2 – Conversão

Tudo pronto, você tem materiais que têm alto potencial de atração. Mas atrair esse público e não captar nenhuma informação dele vai ser um desperdício, certo?

Para isso existem algumas soluções. Se você produziu uma live, um e-book ou mesmo um infográfico de alto valor, faz sentido você não disponibilizar ele de cara, aí a moeda de troca se torna um cadastro. Esse cadastro de conversão pode ser feito através de uma landing page do material ou mesmo um formulário dentro do site.

Isso tudo dentro da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados). Essa fase de captura de leads é bem importante, pois esse é o passo para estreitar o relacionamento e então seguir para a conversão. Invista numa boa estrutura no seu site, com um bom SEO, principalmente nas landing pages. 

#4 – Qualificação/Venda

Aqui é a etapa de aproximação final. Se você tem um time de vendas ao seu dispor, é nessa hora que eles entram, tiram dúvidas, mostrar seu produto e convencem o lead da compra. 


O funil de marketing aqui começa a se confundir com o de venda. Pois se o lead chegou até essa etapa, ele recebe um sinal verde, chamado de MQL (marketing qualified lead – lead qualificado pelo marketing).

Aí entra na esteira de vendas através de um SDR (representante de pré-vendas) que fará a abordagem comercial, entenderá o momento do lead e, sentindo o sinal verde, vai sinalizar para o closer (vendedor que vai fechar a venda/contrato).

Essa fase é bem importante para o inbound, pois para o lead ser qualificado de fato e gerar um maior índice de conversão, as chamadas para a ação precisam ser claras e mostrar ao lead que ele de fato tem interesse.

Quanto mais qualificado este trabalho for, maior será a taxa de conversão e menor será o custo de aquisição. Essas métricas são vitais para a saúde do negócio, portante fique sempre de olho nelas. 

#5 – Pós-venda

Uma venda nunca acaba numa venda. O trabalho de continuar ao lado do cliente é essencial, a isso damos o nome de CRM (customer relationship management – gestão do relacionamento com o cliente).

E aí você deve olhar para três pontos:

Satisfação: o cliente está satisfeito? Como tem sido sua experiência com o produto? Como foi a entrega e o que pode ser melhorado? É importante demais ouvir clientes recém adquiridos.

Fidelização: depois de um bom relacionamento vem a fidelização. Trazer recorrência de compra, ativar novos produtos, estender um contrato. Essas são se mostram muito mais rentáveis e baratas do que conquistar novos clientes. Então valorize e trabalhe para que a parceria seja longa.

Promoção: agora que o cliente é fiel à sua marca, comece a se aproximar ainda mais, trazer mais vantagens até que ele se torne promotor da sua marca. O famoso boca a boca ainda é a maneira de marketing mais barata que tem para trazer novos clientes.

E os resultados?

Depois de todo o esforço, a jornada não está finalizada. Você deve sempre estar de olho em toda a estratégia, mudar o que está dando errado, aprimorar o que está dando certo, investir mais. Nunca deixe de olhar para o que foi feito. Como diz o ditado “nada está escrito em pedra”. Mudanças sempre são necessárias e quem empreende deve estar sempre conectado para não perder nenhuma oportunidade.

Essa é a vantagem do marketing digital. Ele te permite ter esse acompanhamento próximo para que sempre seja possível ter o melhor resultado possível. E para isso, você precisará dos melhores profissionais ao seu lado.

Neste sentido, você pode contar com a Agência Kharis. Somos uma empresa católica que enxerga o marketing digital como ferramenta de evangelização e propagação do Reino. Acreditamos que impulsionar marcas católicas e ajudá-las em seu propósito é uma forma de ser instrumento de Deus.

Para isso, investimento em conhecimento de marketing digital e temos uma equipe preparada para te ajudar nessa jornada.

Vamos conversar e ter ideias que podem acelerar o seu negócio.