Vocação religiosa: como usar a tecnologia para reacender a chama na juventude

Vocação religiosa: como usar a tecnologia para reacender a chama na juventude


A tradição da vocação religiosa é algo que sempre esteve presente na vida e na cultura das famílias brasileiras. Antigamente, era de praxe que toda família tivesse ao menos um padre ordenado. Era muito comum, inclusive, que esse chamado à vocação religiosa fosse incentivado dentro de casa. Afinal de contas, muitos filhos enxergavam a rotina de suas famílias dentro da comunidade e isso os impulsionava nesse caminho.

Os tempos agora são outros e já não é mais de costume “ter ao menos um padre na família”. Pelo contrário, muitas vezes a profissão da fé não é vista como algo interessante para muitas pessoas, sobretudo os jovens.

Claro, as vocações continuam sendo incentivadas na vida da Igreja como sempre foram através da inclusão dos jovens como coroinhas, nas pequenas comunidades, grupos de oração e em movimentos mais recentes como a Renovação Carismática e Shalom.

Mas o desafio ainda persiste. Como manter a chama da vocação religiosa na vida da juventude em tempos onde a tecnologia avança e os desafios para manter viva uma chama de servir?

Para responder essa pergunta, vamos voltar um pouco e entender como os jovens de hoje em dia se comportam. 


Hábitos comportamentais da Geração Z

É importante ter em mente com quem estamos falando para conseguirmos ter sucesso na atração de pessoas. As gerações de jovens são divididas assim desde que o conceito foi desenvolvido após a Segunda Guerra Mundial. De lá para cá nós tivemos os Baby Boomers, Geração X, Geração Y (Millenials) e Geração Z, que será o nosso foco.

A Geração Z é conhecida por jovens que nasceram entre os anos de 96 e 2010. Reflete uma parcela de pessoas que hoje estão entre 13 e 26 anos em geral. Muitos já estão no mercado de trabalho, iniciando relacionamentos, escolhendo faculdade e definindo o que vão ler, ouvir e aprender.

Para que a comunidade tenha sucesso em alcançar esse grupo, precisa ter em mente alguns comportamentos:

1. Pragmáticos: os jovens desse grupo são extremamente racionais e céticos. Buscam satisfazer suas necessidades pessoais e financeiras de maneira muito lógica, responsável e objetiva. Por isso, uma abordagem que costuma funcionar é saber utilizar fatos históricos e discursos argumentativos com muita ênfase em mostrar o viés prático e natural da vida em comunidade.

2. Conversadores: esses jovens gostam de comunicar, são muito abertos e inclusivos com qualquer tipo de assunto e pessoa. Porém, a comunicação precisa ser realizada em duas vias. Ou seja, a Igreja precisa falar e ao mesmo tempo ouvir para entender e aprender mais sobre como esses jovens pensam e sentem.

3. Vivem em comunidades: é um termo muito interessante de se trabalhar, já que os jovens da Geração Z tendem a se engajar em diversas comunidades dos mais variados assuntos. Isso é muito importante para saber acolher e colocar os jovens na vida da sua comunidade.

Mas acima desses aspectos comportamentais, o que acaba moldando e muito o dia a dia de alguém da Geração Z é que eles nasceram completamente imergidos em tecnologia. Por isso, a relação com ela é completamente orgânica e natural. Não existe a possibilidade de se comunicar com eles sem dispor de ferramentas modernas de comunicação, como as redes sociais. 

Caminhos para uma comunicação saudável

Falando em comunicação, precisamos entender alguns pontos essenciais na hora de alcançar a juventude e mostrar o caminho da vocação religiosa. Primeiro de tudo, é muito perigoso o pensamento que muitos têm que a “internet tirou os jovens da igreja”. Isso não é verdade e tira o foco do debate que é: como manter uma comunicação saudável nos tempos modernos.

Isso faz toda a diferença, já que se apenas apontar a tecnologia como vilão acaba afastando a Igreja desse meio e perdendo a “batalha”. A ideia é saber como fazer isso. Como trazer a realidade da comunidade e da vida vocacional para o dia a dia do jovem.

Onde estão presentes os jovens? 

As redes sociais são a principal forma de comunicação, entretenimento e porta-voz da juventude. Para se ter uma noção, entre os jovens de 15 a 17 anos, cerca de 97% estão presentes ativamente em ao menos uma rede social. Esse número é amplamente superior à média geral, que chega a 70%.

Isso mostra que ignorar a conversa por esses canais é extremamente danoso para a saúde da comunidade.


As principais redes em ordem de usuários no Brasil, são:

  • Instagram
  • YouTube
  • Facebook
  • TikTok
  • Twitter

Não é necessário estar presente em 100% das redes, mas sim saber criar pontos de contato em ao menos uma ou duas delas. Sempre sugerimos começar com Instagram e YouTube. Mais à frente falaremos um pouco mais sobre estratégias e táticas para conversar com esse público por esses canais.

Mas se ainda não entendeu os motivos de investir em comunicação com a juventude, vamos falar sobre isso no próximo tópico. 

Por que a congregação deve investir tecnologia

Falamos de maneira mais superficial sobre alguns motivos do porquê é essencial que a Igreja esteja investindo em tecnologia. Aqui vamos falar a fundo sobre os principais motivos:

1. Criar uma comunidade


Hoje em dia a comunidade vai além de um compromisso semanal ou mesmo de eventos presenciais. A conversa e a comunhão precisam continuar nos dias seguintes. A chama precisa estar sempre sendo preservada. Nesse aspecto, é importante que a comunidade esteja conectada de alguma forma durante os dias. Nada substitui o contato humano, mas ter materiais e canais abertos no ambiente digital facilita a jornada de quem se dispõe a seguir uma vocação religiosa. 

2. Manter um crescimento saudável


Assim como o nosso corpo, que se renova constantemente, o Corpo de Cristo, a Igreja, também precisa ser assim. É muito bom ver crianças e jovens em nosso meio. Por isso, jamais podemos deixar de ir onde eles estão, mostrarmos o caminho, incentivarmos sua participação e assim mantermos o crescimento orgânico e saudável da sua comunidade. 

3. Inspirar e se tornar uma voz ativa na sociedade

Em tempos difíceis, sempre há a necessidade de se posicionar. E para ser ouvido atualmente, é essencial estar presente nos principais canais, usando a tecnologia não como inimiga, mas como aliada na missão de trazer novas pessoas à vocação religiosa.

Agora que temos um maior entendimento de como se comporta, onde estão e porque estamos fazendo isso. É hora de falar sobre como fazer isso.

Como utilizar uma comunicação moderna para vocação religiosa


Um primeiro ponto que precisamos deixar claro é que vocação é algo vindo do Espírito Santo e que não deve ser uma imposição. Porém, muitos ainda não ouviram ou entenderam o seu chamado. Logo, é papel da Igreja mostrar as bem-aventuranças de quem serve ao Reino em amor. 

YouTube e o poder das transmissões ao vivo e vídeos mais profundos 


Se tem algo que o YouTube popularizou desde o início da Pandemia foram as transmissões ao vivo. Muitas comunidades se adaptaram para transmitir suas Missas e celebrações para fiéis que não poderiam estar presentes presencialmente. Porém, muito além de transmissões ao vivo, o YouTube também se caracteriza por vídeos mais profundos, conversar mais abertas sobre fé, vida e comunidade.

Colocamos aqui algumas ideias de materiais que podem ser publicados nesta rede social:

  • Testemunhos de quem segue a vocação religiosa
  • Apresentar as mais diversas formas de vocação que existem 
  • Diários de como é um dia seguindo o chamado e servindo na Igreja 
  • Discussões sobre chamado, vida em igreja e fé de maneira didática e inclusiva 
  • Cursos rápidos sobre vocação, chamado e serviço


O YouTube costuma ter boa audiência durante todo o vídeo e já existem inúmeros formatos que vão além de 10 ou 20 minutos. Por isso, é possível explorar conversas, debates, aulas, cursos, explicações e etc. 

Instagram e o contato do dia a dia


Quando falamos em branding, umas das coisas mais importantes trazidas em pautas é “humanizar a marca”. Ou seja, trazer algo mais pessoal, uma conversa mais franca e não apenas ser um balcão ou vitrine de produtos.

Quando falamos de instituições ou congregações, isso acaba funcionando da mesma forma.

O Instagram é o canal perfeito para esse tipo de ação. Trazer um aspecto mais humanizado permite que a conversa seja mais aberta e receptiva para os mais jovens. Acompanhar rotina de padres, coroinhas, como se celebra uma Missa, o dia a dia por dentro de uma congregação, cortes de uma aula de uma instituição. Enfim, são muitas possibilidades a serem trabalhadas. Entenda um pouco mais das funções de cada uma das ferramentas que o Instagram oferece.

Reels: os vídeos curtos são ideais para alcançar um número maior de pessoas, principalmente aqueles que ainda não seguem o perfil, com algumas tendências de música, falas, dublagens, parcerias e muito mais. Existe uma infinidade de possibilidades. Porém, precisam ser rápidos e simples de serem entendidos.

Post Carrossel: ideal para entregar um conteúdo mais didático ao seu público, ensinar algum conceito ou mesmo gerar conversa nos comentários. Isso significa que mais pessoas poderão estar engajadas e esse engajamento eventualmente se espalhará para outros que ainda não são seguidores.

Stories: aqui o objetivo é manter um relacionamento constante com seu público. Abuse das funcionalidades que a ferramenta oferece como enquetes, testes, caixa de perguntas, tudo que possa servir para interação. De todos os três, os stories com certeza são essenciais para qualquer estratégia de comunicação e engajamento do público que já segue o perfil.

Existem outros formatos que o Instagram permite, mas se souber trabalhar bem esses três principais, já será um grande diferencial e uma boa fonte de atração para os jovens.

Outras formas de se comunicar


Além das redes sociais, outras práticas comuns na tecnologia podem ser abraçadas por instituições e congregações. Veja algumas delas:
 

  • Reuniões por videoconferência 
  • E-mails informativos ou de convites 
  • Site e blog com temas relevantes e de fácil acesso 
  • Grupos no WhatsApp e Telegram 
  • Notificações in-push ou SMS via celular


Isso significa que a Igreja não deve ficar refém da tecnologia, mas sim usá-la ao seu favor sempre que necessário. Quantas reuniões ou mesmo ensinos foram adiados por não ser possível se reunir presencialmente? Ou seja, ter a internet como aliada é essencial para que a congregação esteja sempre em movimento, independentemente de fatores externos. 

Conclusão


Ao final, entendemos que a vocação religiosa continua sendo algo essencial para a Igreja e para que mais jovens possam participar e conhecer, é necessário estar presente onde eles estão. Nunca devemos mexer no conteúdo da mensagem, mas sim na forma e nos canais.

A forma como continuamos a ser ekklesia (chamados para fora) é o que determina também o quanto seremos impactantes e atrativos não só para os jovens mas para toda uma sociedade.

Ficamos à disposição para conversarmos mais sobre estratégias e táticas de atração da juventude e juntos mantermos a chama da vocação acesa.

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